Turma 704 - Português
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ATIVIDADES COMPLEMENTARES
Conteúdos:
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Gênero Notícia
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Gênero Reportagem
O turismo da bondade
Jovens adeptos do intercâmbio voluntário viajam pelo
mundo para trabalhar em instituições filantrópicas e, segundo eles, buscar o
crescimento pessoal
No mundo inteiro, o intercâmbio estudantil é uma maneira tradicional de os jovens viajarem para o exterior para aprender um segundo idioma e entrar em contato com outras culturas. Agora, uma variante desse tipo de programa vem se popularizando, inclusive no Brasil – o intercâmbio voluntário. Ele consiste em viajar para outro país não apenas para estudar, mas para engajar-se em atividades filantrópicas ou auxiliar entidades de preservação ambiental. Segundo os estudantes, essa é uma forma de se sentir útil, ajudar o próximo ou colaborar para a saúde do planeta, obtendo como recompensa o crescimento pessoal. De quebra, o voluntariado enriquece o currículo. Nos Estados Unidos e em vários países da Europa, muitas escolas de ensino médio e faculdades exigem que o aluno, para receber o diploma, tenha cumprido um mínimo de horas de trabalho voluntário. Exercer esse trabalho em outro país é mais enriquecedor e divertido. As agências de intercâmbio brasileiras informam que a procura por programas desse tipo cresceu três vezes nos últimos dois anos.
Há duas formas de hospedagem: a primeira delas é ficar na casa de uma família e dividir o dia entre o estudo e o voluntariado; a segunda é ficar na própria instituição em que se trabalha. No caso da Alemanha, a maior quantidade de bolsas desse tipo tem como destino o Brasil. Depois de fazer voluntariado na Dinamarca, cuidando de crianças órfãs, o alemão Maximilian Georgi, de 21 anos, decidiu que gostaria de dar continuidade à experiência num local no qual as pessoas vivessem uma realidade diversa da sua. Escolheu o Brasil e há três meses trabalha com crianças carentes em Porto Alegre. “É um choque de realidade”, conta ele. [...]
Uma pesquisa realizada neste ano por algumas agências mostrou que o Brasil é o segundo destino favorito para fazer intercâmbio voluntário. O primeiro lugar coube ao Peru, entre outros motivos, pela peculiaridade de o país manter vivas as tradições indígenas.
[...]
Já a estudante paulista de veterinária Raissa Seabra Bittencourt, de 18 anos, procurou um programa que a ajudasse na profissão que escolheu. Em julho passado, ela foi trabalhar em um parque nacional, na África do Sul, que abriga animais selvagens. Chegou a cuidar de guepardos e de outros felinos acidentados. “Notei grande diferença na minha bagagem quando retornei à faculdade", diz Raissa.
(Carolina Romanini, Veja, 02.12.2009)
SOBRE A REPORTAGEM RESPONDA:
01. Identifique
Título:
Subtítulo:
Autoria:
Veículo de publicação:
Data:
02. Justifique o título
do texto.
03. Quais as vantagens,
segundo os estudantes, dessa forma de intercâmbio estudantil?
04.
Se você tivesse uma oportunidade,
gostaria de fazer um intercâmbio? Para onde? E fazer o quê?
05. De acordo com o
texto, é correto afirmar que:
(A)
o intercâmbio voluntário já é uma prática em outros
países mas, no Brasil, o interesse por esse tipo de intercâmbio não tem
mostrado avanços.
(B) aqueles que optam pelo intercâmbio voluntário visam, prioritariamente, à inserção mais rápida no mercado de trabalho internacional.
(C)
os países da América Latina são os que mais recebem
voluntários da Europa, que vêm com o intuito de se aprimorar na profissão que escolheram.
(D)
a diversão e o amadurecimento interior, promovidos
pela experiência de intercâmbio, colaboram para a formação pessoal dos jovens.
(E)
uma das formas de hospedagem é o voluntário passar
um curto período em diferentes casas que pertencem a famílias carentes.
06. Pela leitura do
texto, conclui-se que o objetivo principal da jornalista é:
(A)
passar informações que possam esclarecer os leitores
sobre um fato, em princípio, desconhecido por eles.
(B)
construir o texto de forma a expressar as ideias em
nível poético, literário e com aspectos líricos.
(C)
reunir argumentos e dados para criticar os jovens
brasileiros que não praticam o intercâmbio voluntário.
(D)
usar o texto como meio para expor seus sentimentos e
dúvidas em relação ao tema abordado.
(E) discutir os recursos
linguísticos necessários para a elaboração de um bom texto jornalístico.
LEIA A SEGUINTE NOTÍCIA PARA RESPONDER AS QUESTÕES PROPOSTAS!
Menino de 12 anos é vítima de Bulliyng em Ilhabela
Mãe do menor diz que procurou o Conselho Tutela e que esperava uma posição mais firme da escola.
Um menino conta que vem sofrendo agressões dentro de uma escola particular, em Ilhabela. E o que inicialmente era uma brincadeira de mau gosto, agora virou agressão física. A vítima, um menino de 12 anos, diz que estava recebendo provocações e ameaças desde o início do ano. Até que os colegas mais velhos partiram para agressões. “A primeira vez me tacaram no lixo. A segunda me deram bolada e a terceira foi o tapão na cara”, diz o aluno.
A mãe dele, que prefere não se identificar, procurou a escola. Ele esperava que a instituição tomasse providências.“Todos os dias eu ligo pra escola, quando não é na hora do intervalo eu ligo um pouquinho antes da saída. Não estou vendo assim um resultado, uma preocupação. Pra eles é uma coisa corriqueira de criança, mas isso não é não. Isso é Bullying”, diz a mãe do aluno.
A escola é particular e fica no bairro Barra Velha em Ilhabela. A entrada da equipe da TV Vanguarda não foi autorizada na escola, nem a direção quis receber a equipe. Foi realizada uma reunião entre os pais dos alunos envolvidos para entender melhor o caso. Segundo o advogado da instituição, a partir de agora serão tomadas algumas medidas necessárias. “Se houve algum tipo de infração nós tomamos as medidas inicialmente de advertência, suspensão e até a transferência compulsória”, diz o advogado da escola Silas D’Ávila Silva.
A mãe do menino agredido não concordou com a postura da escola na reunião. “Não adianta pedir desculpas, eu quero que a coordenação da escola tenha realmente um pulso firme ali pra ver exatamente o que tá acontecendo, porque o problema não tá em uma criança. O problema tá em um grupo, em um
todo e que eu acho que a coordenação da escola ta falhando nisso. Eu procurei, sim, o Conselho Tutelar, já tomei todas as medidas cabíveis e vou continuar”, diz a mãe.
A escola, também por meio do advogado, informou que ainda não considera o caso como sendo de Bullying. E que desenvolve atividades para evitar conflitos no ambiente escolar. “Esse assunto é tratado com os alunos com palestras, filmes e um trabalho constante da própria coordenação da instituição no sentido de coibir, fiscaliza e chamar a atenção de quem estiver agindo de forma diferente”, diz Silas.
O aluno disse que não conhece esses trabalhos. “Ninguém ensinou que não podia fazer. Ninguém tratou isso, Bullying”, diz o aluno. “Foi uma bolada, um bofetão, amanhã pode ser coisa mais grave, pior né? Muito pior como a gente vê acontecendo aí”.
A produção da TV Vanguarda procurou o conselho tutelar de Ilhabela. A recomendação em casos como esse é, primeiro, procurar a Diretoria de Ensino responsável pela escola envolvida. No litoral, a diretoria fica em Caraguatatuba. O Conselho Tutelar também pode ser procurado, para acompanhar o caso e orientar a vítima e os agressores psicologicamente. Em casos mais extremos, o próprio Conselho Tutelar pode registrar um Boletim de Ocorrência na polícia. Se os pais preferirem, eles mesmos podem ir até a delegacia para registrar a queixa.
(27/09/2012 18h17http://glo.bo/LiWk6t G1 notícias)
01. Indique no lead da notícia as informações que se pede:
a) O quê aconteceu:
b)
Onde aconteceu:
c) Que são os
envolvidos:
d) Quando aconteceu:
02.
Por que podemos afirmar que o garoto de 12 anos
sofreu bullying?
a) O texto apresenta
vários depoimentos dos envolvidos no caso. Cite o nome das pessoas que deram os depoimentos presentes no texto.
Depoente 1:
Depoente 2:
Depoente 3:
Depoente 4:
b) Explique qual é a importância de se apresentar os depoimentos na notícia.
04. Estudamos que todo
texto é produzido com uma determinada função, um determinado objetivo
específico.
Bons Estudos!!!!!













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