Turma 704- Geografia

Print Friendly and PDF Olá alunos tudo bem? Espero que sim. Estou postando um texto complementar do PET Geografia. Até mais.

Território brasileiro: localização, extensão e fronteiras

O território brasileiro possui como característica principal a sua grande extensão, o que o faz ser considerado como um país de dimensões continentais, ou seja, apresenta uma área equivalente à de um continente, detendo 8.514.876 km² de extensão. Por definição, todo país ou região que apresente uma área maior que a da Austrália (7.692.024 km²) é considerado continental, pois esse país equivale à extensão, quase totalmente, do menor continente existente na Terra, a Oceania.

Assim sendo, o Brasil é o quinto maior país existente, ficando atrás de Rússia, Canadá, China e Estados Unidos. Sua área é tão grande que, a título de comparação, é pouco menor que a Europa, que possui cerca de 10,5 milhões de km². Dessa forma, podemos ter uma ideia do quanto o espaço geográfico e também o meio natural do nosso país são amplos e diversos, apresentando as mais distintas características.

A extensão do território brasileiro é marcada pela grande distanciação de seus pontos extremos de localização. No sentido norte-sul, o Brasil possui uma distância de 4.394 km entre o Monte Caburaí – ponto localizado no estado de Roraima e posicionado no extremo norte do país – e o Arroio Chuí, esse último posicionado no extremo sul, no Rio Grande do Sul. Já no sentido leste-oeste, a distância é bastante parecida, com 4.319 km separando a Nascente do Rio Moa (Acre), no extremo oeste, da Ponta do Seixas (Paraíba), no extremo leste.

Mapa dos pontos extremos brasileiros *
Mapa dos pontos extremos brasileiros *

 

Em termos de posição, a localização do território brasileiro é considerada a partir de vários fatores. O nosso país encontra-se em três hemisférios diferentes ao mesmo tempo: a maior parte no hemisfério sul, uma pequena parte no hemisfério norte e todo o seu território no hemisfério oeste. É cortado ao norte pela Linha do Equador e ao Sul pelo Trópico de Capricórnio, apresentando 92% de sua área em uma zona tropical.

Outro aspecto da posição geográfica do Brasil são as suas latitudes e longitudes, ou seja, as suas coordenadas geográficas, que costumam ser medidas a partir da Linha do Equador (latitudes) e a partir do Meridiano de Greenwich (longitudes). Sendo assim, em termos latitudinais, o território brasileiro estende-se desde algo próximo aos 5º Norte até cerca de 33º Sul. Em termos longitudinais, a extensão vai desde os 35º oeste até um pouco menos que os 75º oeste. Mas isso se desconsiderarmos algumas ilhas oceânicas situadas no Atlântico, essas posicionadas em longitudes um pouco menores.

Em razão de sua larga extensão no sentido leste-oeste, o Brasil apresenta uma variação grande de fusos horários, totalizando quatro regiões distintas. O primeiro fuso está duas horas atrasado em relação ao Meridiano de Greenwich (-2GMT, portanto) e abrange apenas as ilhas do Atlântico. O segundo e mais importante fuso (-3GMT) abrange a maioria dos estados brasileiros, incluindo o Distrito Federal e a capital Brasília, sendo, portanto, o horário oficial do país. O terceiro fuso (-4GMT) abrange alguns estados a oeste, a saber: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Roraima e a maior parte do Amazonas. Já o quarto fuso (-5GMT) abrange uma pequena parte oeste do Amazonas e o estado do Acre.

 

As fronteiras do Brasil

Ao todo, o Brasil apresenta 23.102 km de fronteiras, sendo que 15.735 km são compostos por fronteiras terrestres e 7.367 km são fronteiras marítimas. Na América do Sul, o Brasil faz fronteira com quase todos os países do continente, com exceção apenas do Chile e também do Equador, o que representa toda a faixa de limitações terrestres do nosso país.

O Brasil faz fronteira com quase todos os países da América do Sul
O Brasil faz fronteira com quase todos os países da América do Sul

 

Já nas áreas oceânicas, as fronteiras brasileiras estendem-se durante todo o Oceano Atlântico e são formadas quase que totalmente por praias e regiões completamente habitáveis, elevando o potencial turístico brasileiro. Vale lembrar que, além do espaço terrestre, o Brasil detém soberania sobre 12 milhas além do litoral (Mar Territorial), sem falar nas zonas contíguas e zonas econômicas exclusivas, que foram estabelecidas em tratados internacionais.

Em geral, quando falamos em território brasileiro, falamos em um espaço muito amplo e privilegiado, pois, além de ser um dos maiores países do mundo, o Brasil também é um dos que possuem as maiores áreas habitáveis e produtivas. Isso acontece porque os países maiores do que o nosso apresentam, em geral, muitas áreas inóspitas, como regiões polares, montanhosas ou desérticas, o que praticamente inexiste no Brasil. Portanto, em termos naturais, podemos dizer que o Brasil é um espaço dotado de inúmeras riquezas e importâncias.

Fonte: Brasil Escola

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Material Tutoria dia 23/06

Vegetação no Brasil

O espaço geográfico brasileiro abrange seis tipos de cobertura vegetal: Floresta Amazônia, Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga, Pantanal e Pampa. Apesar de essas vegetações sofrerem com o processo de desmatamento desde o período da colonização, elas ainda recobrem uma considerável parte do território nacional. A seguir, as principais características de cada uma delas:

Floresta Amazônica

Também chamada de Floresta Latifoliada Equatorial, é a maior e mais extensa forma de vegetação no Brasil, ocupando também vários outros países da América do Sul. Sua área aproximada, atualmente, corresponde a mais de seis milhões de km², sendo que quatro milhões deles encontram-se no Brasil. Ocupa quase a metade do território brasileiro, apesar de 20% de sua área já ter sido devastada.

Caracteriza-se por ser uma floresta do tipo heterogênea, ou seja, com uma acentuada variedade de espécies vegetais. É do tipo perene (as árvores não perdem as suas folhas em um determinado período do ano), higrófita (com fácil adaptação à umidade) e latifoliada (as folhas costumam ser grandes e largas).

Mata Atlântica

Também chamada de Floresta Latifoliada Tropical, ocupa cerca de 13% do território nacional, sendo menor apenas que a Floresta Amazônica e o Cerrado. É o tipo de cobertura vegetal mais devastado, apresentando atualmente apenas 14% de sua área original. Localiza-se ao longo de todo o litoral brasileiro, estendendo-se da região Nordeste do país. Em alguns de seus trechos, encontram-se os maiores índices de biodiversidade do planeta, ou seja, apresenta uma grande quantidade de espécies de animais e vegetais por m².

Cerrado

É uma formação florestal do tipo Savana, sendo considerado por muitos autores como o mais complexo tipo de savana do mundo. É o segundo maior domínio florestal brasileiro, ocupando mais de 24% da área do país. Assim como a Mata Atlântica, o Cerrado também foi bastante devastado, tendo quase 80% de sua biomassa destruída pela ação do homem.

Em virtude do fato de a baixa umidade ser predominante durante a maior parte do ano, bem como por apresentar um solo pobre em nutrientes, o Cerrado apresenta árvores esparsas, não muito altas e de tronco retorcido para evitar a perda de água. Existem também os chamados Cerradões, em que a formação florestal é mais densa.

Por apresentar um solo muito ácido, seu território pouco favoreceu a agricultura até os anos 1970, quando se descobriu que, acrescendo Calcário ao solo, essa acidez era corrigida. Tal descoberta contribuiu para um avanço da agricultura no país, porém também foi responsável pela intensificação de processo de devastação dessa composição florestal.

Caatinga

Localizada quase totalmente na região Nordeste do Brasil, a Caatinga é o único bioma 100% situado em território nacional, ocupando cerca 10% da área do Brasil. Apesar de ser aparentemente pobre em diversidade, é a mata de clima semiárido mais rica em fauna e flora do mundo, o que justifica a necessidade de sua preservação.

A sua vegetação caracteriza-se por ser do tipo xerófila (que se adapta facilmente à aridez). Sua composição muda conforme variam as condições climáticas. Durante os períodos de estiagem, perde suas folhas e fica praticamente seca. No entanto, durante o período de chuvas, rapidamente se transforma, tornando-se uma vegetação verde recoberta de folhas.

Pantanal

O complexo do Pantanal ocupa parte da região Centro-oeste do país, estendendo-se por outros países, como Paraguai e Argentina. Ocupa cerca de 2% do território brasileiro, caracterizando-se, principalmente, por ser a formação florestal mais heterogênea do país e por ser considerada a maior planície inundável do mundo.

As condições de vida animal nesse ambiente são determinadas pela dinâmica dos fluxos de água. Durante a época das chuvas (a maior parte do ano), os leitos dos rios costumam transbordar, em virtude da baixa declividade do terreno; nesse período, as espécies terrestres migram buscando refúgio e os animais aquáticos se reproduzem. Durante a época das secas, o nível das águas novamente diminui e deixa o solo rico em nutrientes, favorecendo o retorno das espécies de animais e facilitando a reprodução das aves.

Por ser uma zona de transição entre a Floresta Amazônica, a Mata Atlântica e o Cerrado, apresenta uma elevada biodiversidade, chegando a registrar um dos maiores índices de concentração de animais em todo o mundo.

Pampa

Também chamado de Campos Sulinos e Campanha Gaúcha, é uma vegetação de campo, formada por plantas herbáceas (predominantemente rasteiras). Ocupa cerca de 2% do território nacional na região Sul do país e se estende ao Uruguai.



 

O Brasil apresenta uma rica diversidade quanto aos seus tipos de vegetação


O Brasil apresenta uma rica diversidade quanto aos seus tipos de vegetação

PENA, Rodolfo F. Alves. "Vegetação no Brasil"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/brasil/vegetacao-brasil.htm. Acesso em 23 de junho de 2020.

 Atividade:

Descreva, em linhas gerais, a localização geográfica das principais formações vegetais do Brasil (Amazônia, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica, Pantanal e Mata de Araucária).

As respostas podem encaminhar no googe classroom ou no meu email: profarthurgeojb@gmail.com

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Material Tutoria dia 30/06


Consumo consciente

Apesar de muitas vezes relacionarmos os termos consumo e aquisição de produtos como sendo sinônimos, o primeiro é, na verdade, um conceito mais abrangente. Consumir envolve outras etapas: o que consumir, porque consumir, como consumir e de quem consumir. Contempla, ainda, o consumo propriamente dito e, dependendo do que

foi consumido, o uso e o descarte.

 

Para facilitar o entendimento, vamos dar um exemplo: o tomate. Antes mesmo de surgir a necessidade/vontade de se alimentar deste vegetal, é necessário que um determinado espaço de terra, seja preparado e depois semeado. A futura planta deverá, também, receber água e possíveis outros elementos para que cresça e dê tomates. Já maduros, estes frutos serão colhidos e preparados para a venda. Recipientes para armazenamento e algum meio de transporte, para facilitar seu deslocamento para um mercado próximo, ou até mesmo outras cidades, estados, ou países; serão também necessários.

 

Ao comprar, provavelmente estarão embalados, mas você poderá sentir a necessidade de usar alguma sacola, para facilitar o transporte. Ao chegar em casa, precisará lavá-los, utilizando água e detergente, e provavelmente não precisará mais de suas embalagens. Caso retire as semente, as jogará no lixo e, caso algum estrague, o destino será semelhante.

 

Os tomates saídos da zona rural que se encontram mais amassados podem, também, ser encaminhados a indústrias, para se tornarem extrato de tomate – e neste processo, muitas outras etapas e processos inerentes ao consumo ocorrerão, incluindo aí a possibilidade da empresa depositar seus resíduos na água e ar, sem serem previamente tratados.

Em todos os processos, ou na maioria, há uso de matérias-primas, liberação de energia e utilização do trabalho humano e, em alguns casos, animais. Assim, o consumo envolve processos complexos e que podem tanto beneficiar quanto prejudicar pessoas e suas comunidades quanto o meio ambiente. Por tal motivo, um consumidor consciente, além de contribuir para a economia, contribui para que tenhamos uma sociedade mais justa e ambientalmente saudável, analisando os impactos do seu consumo, procurando fazer escolhas para minimizarem estes malefícios. Assim, analisar a cadeia produtiva dos bens que deseja consumir; verificar se neste processo há situações em que prejudique sua saúde, de outras pessoas ou do meio ambiente são algumas formas de maximizar os impactos positivos do consumo até que este bem tenha condições de chegar até você. Depois disso, também pode fazer outras boas escolhas, como:

- Analisar a real necessidade de se consumir algo;

- Reduzir. Embalagens, por exemplo, de mussarela, podem ser reduzidas quando se opta por levar uma só, com a quantidade necessário de queijo que será utilizada na semana inteira, ao invés de todos os dias levar uma bandeja para casa. Ainda sobre embalagens, se você sempre utiliza achocolatado, talvez seria mais ambientalmente interessante – e proporcionalmente mais barato para seu bolso – levar uma embalagem de 500g do que uma de 300g. E lembre-se: procure levar sua própria sacola ou recipiente de compras ou, caso não tenha outra alternativa a não ser levar as sacolas de plástico, considere a sua capacidade real, armazenando o máximo possível de produtos em cada uma.

- Evitar o desperdício (fechar a torneira, colocar no prato somente aquilo que irá comer, procurar se satisfazer com menos produtos, etc).

- Recusar. Se metade das pessoas recusassem panfletos desnecessários, cerca da metade deles deixaria de ser fabricada; e reduziríamos este tipo de lixo pela metade.

- Reaproveitar ao máximo os alimentos e materiais. O SESC possui um guia de receitas fornecendo alternativas que diminuem o desperdício de alimentos, aproveitando cascas, talos e folhas. Quanto aos materiais, que tal utilizar aquela latinha de extrato de tomate para plantar mudas de plantas ornamentais de pequeno porte?

- Após seguir ao máximo estas etapas anteriores, com certeza seu lixo doméstico será bem menor. Separe-o em recicláveis, lixo orgânico e lixo não reciclável. Os primeiros podem ser encaminhados para a coleta seletiva da sua cidade (caso tenha), catadores, cooperativas ou hospitais e instituições que reciclam. O segundo pode ser encaminhado para sistemas de compostagem, e somente o terceiro para aterros ou outras formas de encaminhamento de resíduos. Pilhas, baterias e lâmpadas podem ser devolvidos ao local em que os adquiriu, sendo estas empresas responsáveis pelo devido encaminhamento.

Ser um consumidor consciente é um grande e valoroso desafio. Não se trata aqui, necessariamente, de sacrifícios, mas de ter consciência do que se pode mudar, mesmo que se já gradativamente, em hábitos que são onerosos para a sua vida, de outras pessoas e do planeta, de forma geral.

 

 

 

ARAGUAIA, Mariana. "Consumo consciente"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/biologia/consumo-consciente.htm. Acesso em 30 de junho de 2020.

 

 

Atividade:

Em nosso dia a dia, o que podemos fazer para que nosso consumo seja consciente e diminua a degradação ambiental?

As respostas podem mandar no meu email: profarthurgeojb@gmail.com

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Material Tutoria dia 07/07


Trabalhos Informais

 

O trabalho informal consiste na realização de atividades sem vínculos empregatícios ou registros formais. Trata-se do desenvolvimento de qualquer atividade autônoma, ou seja, na qual o indivíduo o desenvolve por sua conta.

As atividades informais no Brasil aumentaram muito nas últimas décadas, por apresentarem várias vantagens, como a renda imediata e autonomia, e poucas desvantagens. A busca por autonomia é um dos fatores que explicam o aumento do trabalho informal.

 

Causas do trabalho informal

 

O trabalho informal é entendido como o desenvolvimento de quaisquer atividades que geram renda sem nenhum vínculo empregatício. Nas últimas décadas, o fator urbanização ampliou a ocorrência das atividades informais nas médias e grandes cidades, destaque também para o aumento do desemprego, outro fator preponderante causador da amplicação das atividades informais no Brasil.

A elevação do número de pessoas nas cidades, que vem sendo acelerada pelo crescimento urbano ou processos migratórios, aliada à ineficiência dos governos em gerar vagas de emprego, tem condicionado países pobres ou emergentes como o Brasil a aumentarem o número de cidadãos que realizam atividades informais na busca pelo seu sustento ou da família.

Outro fator fortemente ligado à ampliação do número de pessoas que realizam o trabalho informal é a educação. Essa área da sociedade acaba não sendo uma perspectiva de vida ou escolha para milhões de brasileiros, que abandonam as escolas e faculdades porque precisam trabalhar. Assim, muitos tornam-se trabalhadores sem formação, escolaridade, o que os impede de conseguir um emprego formal, direcionando-se ao desenvolvimento de atividades informais para garantir seu sustento e de seus dependentes.

Precisamos considerar também fatores mais complexos ligados à informalidade no mundo do trabalho, como as altas taxas de juros, a inflação crescente e a burocracia governamental, além das regras previstas nas leis trabalhistas.

 

Vantagens do trabalho informal

 

As vantagens do trabalho informal são amplas e acabam chamando atenção mais do que aquelas encontradas nas atividades formais. Por esse motivo, o número de indivíduos que realizam esse tipo de atividade tem crescido no Brasil.

Atividade informal – Feira Livre

Atividade informal – Feira Livre

 

As vantagens mais comuns das atividades informais são:

·         autonomia;

·         liberdade para criar, produzir;

·         flexibilidade de horários, folga, férias, etc.;

·         rendimentos rápidos e imediatos;

·         menor burocracia;

·         possibilidade de parar de produzir ou trocar a prestação de serviço sem aviso prévio;

·         possibilidade de ser amparado pela Previdência Social, desde que se contribua mensalmente para ter seus direitos garantidos.

 

Desvantagens do trabalho informal

 

As desvantagens do trabalho informal estão fortemente ligadas às vantagens, uma vez que é necessária uma gestão eficiente e adequada por parte do trabalhador em torno de si mesmo. Como não há patrão, o trabalhador precisa de grande empenho e organização.

Algumas desvantagens do trabalho informal são:

·         variação da renda;

·         ausência de carteira assinada;

·         ausência de férias remuneradas, décimo terceiro salário, vale-transporte etc.;

·         ausência de direitos trabalhistas, como licença-maternidade, paternidade, auxílio-gás etc;

·         ausência de direito à aposentadoria;

É importante ressaltar que as desvantagens em relação ao trabalho informal existem pelo fato de que alguns indivíduos que desempenham essas funções não se preocupam com impostos ou previdência, fatores que garantiriam algumas vantagens.

 

Exemplos de trabalho informal

 

Várias são as atividades e trabalhadores que se encaixam na definição do trabalho informal. Esses trabalhadores ocupam em maior número o setor terciário (comércio, serviços e turismo), mas também estão presentes no setor primário da economia (pecuária, agricultura e extrativismo) e indústria.

Destacam-se como exemplos de trabalhadores informais:

·         Feirantes

·         Autônomos

·         Freelancers

·         Motoristas de aplicativo

·         Catadores de recicláveis

·         Vendedores

·         Pedreiros

·         Domésticas

·         Panfleteiros

·         Pintores

Motorista de aplicativo – exemplo de trabalhador informal na atualidade.

Motorista de aplicativo – exemplo de trabalhador informal na atualidade.

 

 

 

 

Trabalho informal no Brasil

 

O trabalho informal no Brasil tem aumentando como principal atividade de grande parcela da população. O crescimento do desemprego é o fator principal que leva as pessoas ao setor informal no mundo do trabalho. Nos últimos anos, houve grande incremento no país de atividades como prestação de serviços, vendas, serviços de entrega, entre outras.

Vários são os estados brasileiros que apresentam grande índice de ocupação da população no trabalho informal. Em 21 estados do país, temos 40% da população realizando atividades informais. A ocupação da População Economicamente Ativa (PEA) também apresenta taxas semelhantes: 41,1% da população está em atividades informais. O trabalho informal atinge um total de 38,4 milhões de pessoas na atualidade do total de cerca de 100 milhões de pessoas ocupadas.

 

Diferenças entre trabalho informal e formal

 

O trabalho deve ser compreendido como qualquer atividade desenvolvida pelo indivíduo para atingir determinado objetivo. O mundo do trabalho dialoga com dois temas centrais na atualidade, as atividades formais e as informais.

Considera-se trabalho formal a atividade realizada com vínculo, ou seja, carteira assinada, seguindo padrões da legislação trabalhista vigente e dando ao trabalhador e patrão todos os direitos previstos na lei. Já o trabalho informal é aquele em que o trabalhador não tem carteira assinada e também não conta com os direitos trabalhistas e prerrogativas da lei.

As principais diferenças entre as duas atividades estão no fato de que o trabalhador formal conta com carteira assinada, férias remuneradas, décimo terceiro salário, licença-maternidade, seguro-desemprego, licença médica, indenização se for demitido de maneira injusta, Fundo de Garantia de Tempo de Serviço (FGTS), entre outros. Aqueles ditos informais não possuem esses benefícios, uma vez que são considerados trabalhadores que não contribuem diretamente com os órgãos que regulamentam o trabalho e seus direitos.

 

Publicado por: Gustavo Henrique Mendonça


Atividade:

Cite as principais profissões informais existentes no Brasil:

Podem enviar as respostas no meu email: profarthurgeojb@gmail.com


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