Turma 204- Geografia

Print Friendly and PDF Olá alunos tudo bem? Espero que sim. Estou postando um texto complementar do PET Geografia. Até mais.

O Processo de Urbanização

O termo urbanização tem origem na expressão latina urbi, que significa cidade. Por outro lado, urbi é derivada da palavra suméria Ur, uma das duas primeiras cidades da história, localizada na região da Mesopotâmia e formada por volta do ano de 6000 a.C. Estudos arqueológicos apontam para outra localidade na Mesopotâmia, Uruk, como sendo a primeira cidade notoriamente ‘urbana’. Em torno de 3500 a.C., Uruk já contava com um arranjo estrutural avançado, estimulado pelas atribuições comerciais e o desenvolvimento da escrita cuneiforme.

Mesmo com essa analogia entre o urbano e a cidade, na verdade, a cidade é o local do urbano, pois nem toda cidade é plenamente urbana, por vezes as funções da cidade podem estar relacionadas ao extrativismo e à agropecuária. Uma área urbana tem como preceitos uma grande aglomeração de pessoas vinculadas às relações complexas da industrialização, a circulação de mercadorias, pessoas e os fluxos de capitais. Todas essas características se complementam quando analisamos uma paisagem tipicamente urbana, marcada pelos equipamentos urbanos como prédios, pavimentação, iluminação, obras estruturais e o intenso individualismo que marca a era das metrópoles.

Nesse sentido, a urbanização como nós conhecemos foiiniciadaa partir da Revolução Industrial, no século XVIII, a princípio na Inglaterra e depois se espalhando por outras localidades da Europa e nos Estados Unidos. As primeiras fábricas provocaram um grande êxodo rural pela necessidade de absorção de mão de obra e formação de mercados consumidores. Concomitantemente, as máquinas da Revolução Industrial invadiram o campo, mecanizando a lavoura e expulsando os camponeses de suas terras.

O fenômeno urbano chegou acompanhado por uma série de problemas. As primeiras aglomerações urbanas da Inglaterra e da França combinavam poluição atmosférica, falta de saneamento básico e condições precárias de vida para os seus habitantes. Na segunda metade do século XIX, o planejamento urbano nos países ricos considerou todos esses problemas, tornando as áreas urbanas mais adequadas às funções econômicas, mas sem deixar de atender às demandas da sociedade. Em países como o Brasil, a urbanização foi lenta e demorou mais tempo para se concretizar. As funções coloniais adiaram a modernização das cidades brasileiras que estavam limitadasao fornecimento de matérias-primas, pois a colônia não poderia atingir um nível de organização que se equivalesse ao da metrópole.

Apenas com a difusão da atividade industrial no Brasil, consolidada após a 2ª Guerra Mundial, é que foram definidos os rumos da urbanização brasileira. Isso significa que os países que tiveram um processo de industrialização tardia, como o Brasil, também tiveram uma urbanização tardia e sem planejamento. O êxodo rural iniciado no Brasil na década de 1950 provocou um inchamento das cidades, conhecido nos dias de hoje como a macrocefalia urbana. Tanto que, no ano de 1950, a população urbana brasileira representava um total de 18,8 %. Em 1965, esse percentual alcançou mais de 50 %, tornando o Brasil um país urbano.

Esse retrospecto colaborou para a ocorrência dos desafios urbanos presentes nos países subdesenvolvidos industrializados, como a falta de saneamento básico, enchentes, violência urbana, sistema de transporte ineficiente, carência de moradias, aumento da informalidade e a segregação socioespacial. A baixa qualidade de vida e as diversas modalidades de poluição e degradação ambiental estão fortemente atreladas ao imaginário de paisagem urbana das grandes cidades do mundo subdesenvolvido.

De acordo com os relatórios oficiais das Nações Unidas, a população mundial passou a ter mais pessoas vivendo nos centros urbanos do que nas áreas rurais no ano de 2008. Atualmente, o urbano corresponde a 52,1 % da população do planeta. Nos países desenvolvidos, essa média é de 77,7%, contra 46,5 % nos países subdesenvolvidos. Segundo o Censo 2010 realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Brasil possui 84,4 % de sua população de cerca de 190 milhões de habitantes vivendo em áreas consideradas urbanas.

Fonte: Brasil Escola

Respondam a pergunta e me mandam a resposta no google classroom ou no meu email: profarthurgeojb@gmail.com

Porque o processo de urbanização dos países subdesenvolvidos é considerado intenso por estudiosos?
__________________________________________________________________

Material Tutoria dia 16/06

Urbanização brasileira

Hoje, no Brasil, existem muitas cidades e a população da zona urbana é muito maior do que a população da zona rural. Para se ter uma ideia, no Censo do IBGE¹ de 2010, o país possuía uma população de aproximadamente 191 milhões de habitantes, desses, cerca de 161 milhões viviam nas zonas urbanas, enquanto que apenas 29 milhões viviam na zona rural.

Mas nem sempre foi assim, até a década de 1960, a maioria da população morava no campo e a quantidade de cidades era bem menor do que a atual. Nesse período, as cidades existiam para atender às necessidades das atividades desenvolvidas no espaço agrário e das atividades mineradoras, principalmente da cana-de-açúcar, do ouro e do café.

Na década de 1970 o número de habitantes morando nas cidades foi, pela primeira vez, maior do que a população que vivia na zona rural. Esse crescimento do meio urbano proporcionalmente maior do que o do meio rural recebe o nome de Urbanização e no Brasil se iniciou no século XIX, intensificando-se a partir de 1920, motivados, principalmente, pela:

  • implantação de indústrias nas cidades brasileiras, que atraiu muitas pessoas da zona rural para a urbana em busca de trabalho e melhores condições de vida, provocando assim o êxodo rural brasileiro.

  • implantação de máquinas nas atividades do meio agrário, que substituíram a mão de obra assalariada, que sem trabalho migrou para as grandes cidades.

  • concentração de terras na mãos de poucos proprietários, que tinham como comprar as máquinas e produtos agrícolas.

  • migração dos pequenos proprietários de terras para as cidades em busca de trabalho assalariado nas indústrias.

  • crescimento vegetativo da população brasileira, que cresceu muito nesse período.

A urbanização do Brasil provocou muitas mudanças na organização socioespacial do país, dentre elas se destacam:

  • o crescimento da quantidade de cidades;

  • o desenvolvimento das redes de transporte e comunicação, que passaram a interligar todas as regiões do Brasil;

  • o crescimento desordenado do meio urbano, que crescia sem nenhum planejamento, provocando diversos problemas ambientais e estruturais;

  • a formação de favelas, nas quais a população de baixa renda se fixava em razão da baixa valorização dos terrenos;

  • a acentuação das desigualdades sociais nos centros urbanos, pois muitas pessoas que chegavam às cidades não possuíam escolaridade e acabavam ficando desempregadas, aumentando, assim, os índices de pobreza e violência nos centros urbanos.

Fonte: Brasil Escola

Atividade sobre o texto:

Quais foram as principais mudanças que a urbanização brasileira provocou na organização socioespacial do país?

A resposta pode me enviar no meu email: profarthurgeojb@gmail.com ou no meu google classroom.
___________________________________________________________________

Material tutoria dia 23/06


Cidades globais

As cidades globais, também conhecidas como metrópoles mundiais, são grandes aglomerações urbanas que funcionam como centros de influência internacional. Estão no topo da hierarquia urbana. São dotadas de técnica e conhecimento em serviços de elevada influência nas decisões vinculadas à economia globalizada e ao progresso tecnológico.

Nessas cidades, há grande concentração e movimentação financeira, sedes de grandes empresas ou escritórios filiais de transnacionais, importantes centros de pesquisas, presença de escritórios das principais empresas mundiais em consultoria, contabilidade, publicidade, bancos e advocacia, além das principais universidades.

São dotadas de infraestrutura necessária para a realização de negócios nacionais e internacionais, aeroportos, bolsa de valores e sistemas de telecomunicações, além de uma ampla rede de hotéis, centros de convenções e eventos, museus e bancos. Possuem serviços bastante diversificados, como jornais, teatros, cinemas, editoras, agências de publicidade, entre outros.

 

 

https://s1.static.brasilescola.uol.com.br/be/e/cidades%20globais2.jpg
Paris, França

 

A instituição responsável por classificar as cidades como global ou não, é a Universidade de Loughborough (Londres) em uma fase inicial e posteriormente aperfeiçoada pela Globalization and World Cities Study Group & Network.

Atualmente são reconhecidas mais de 50 cidades globais no planeta, divididas em três grupos, conforme o grau de influência e importância mundial. A Europa é o continente que mais possui cidades globais.

As cidades mais influentes do mundo foram classificadas em três diferentes classes (Alfa, Beta e Gama). Sendo a classe Alfa as cidades de maior influência no planeta, a Beta, intermediária, e a Gama corresponde às cidades globais de menor expressão mundial.

Grupo Alfa – Esse grupo é representado por cidades como: Londres, Nova Iorque, Paris, Tóquio, Los Angeles, Chicago, Frankfurt, Milão.

Grupo Beta – Entre as cidades desse grupo podemos destacar: São Francisco, Sidney, São Paulo, Cidade do México, Madri.

Grupo Gama – É o grupo que possui a maior quantidade de cidades, atualmente são 35, entre elas estão: Pequim, Boston, Washington, Munique, Caracas, Roma, Berlim, Amsterdã, Miami, Buenos Aires.

 

FRANCISCO, Wagner de Cerqueira e. "Cidades globais"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/geografia/cidades-globais.htm. Acesso em 23 de junho de 2020.


Atividade:

Quais são as características das cidades globais que as diferem dos demais tipos de cidades?

As respostas podem ser enviadas no google classroom ou no meu email: profarthurgeojb@gmail.com

_____________________________________________________


Tipos de agricultura

 

Tipos de agricultura correspondem a diferentes maneiras de produção agrícola, as quais se adequam às características do ambiente no qual serão realizadas. Essas características podem ser a formação vegetal que constitui o local, as condições climáticas do ambiente, o relevo, a composição do solo e a demanda de produção existente.

 

Sistemas agrícolas

As atividades agrícolas que correspondem a todas as fases de plantio (preparação, correção, adubação, plantio, colheita e venda) dividem-se em dois tipos, geralmente segundo o tamanho da área e da produtividade alcançada:

1. Agricultura intensiva: corresponde à prática agrícola com altos índices de produtividade e capital investido. Conta com mão de obra qualificada, um alto nível de mecanização e tecnologia. Há rotação de culturas e uso intenso de fertilizantes e insumos, que colaboram para o aumento da produção. As áreas destinadas a essa produção possuem custo elevado. As sementes usadas no plantio passam por rigorosa seleção. É comum o esgotamento dos solos em razão de seu uso permanente. A produção é destinada para a exportação.

2. Agricultura extensiva: esse tipo de sistema agrícola não conta com muito capital investido. Não há emprego de tecnologias avançadas, portanto, a mão de obra é rudimentar e pouco qualificada. Como não há muita exploração das terras, a produtividade é baixa. Não é comum o uso de adubos e fertilizantes. Também não há correção dos solos, contando então apenas com a fertilidade natural dele. A mão de obra do homem sobrepõe-se à mecanização. A produção é voltada para o mercado interno.

 

 

 Quais são os tipos de agricultura existentes?

Agricultura familiar (tradicional)

A agricultura familiar é voltada para a subsistência de núcleos familiares rurais e conta com técnicas rudimentares.
A agricultura familiar é voltada para a subsistência de núcleos familiares rurais e conta com técnicas rudimentares.

 

Esse tipo de agricultura corresponde à produção agrícola desenvolvida por famílias, cujo rendimento é voltado para a subsistência delas. Essas famílias geralmente moram nas terras em que desenvolvem o cultivo. A mão de obra utilizada normalmente é do próprio núcleo familiar. Não há uso de fertilizantes no solo nem mesmo técnicas para correção. O terreno voltado para esse tipo de agricultura, de modo geral, é pequeno, e a produção é diversificada. A agricultura familiar representa cerca de 80% da produção mundial de alimentos, portanto, é de extrema importância para a economia.

Agricultura comercial (moderna)

A agricultura comercial, ou moderna, é voltada para o abastecimento do mercado externo e conta com o uso de tecnologias para aumentar a produtividade.*
A agricultura comercial, ou moderna, é voltada para o abastecimento do mercado externo e conta com o uso de tecnologias para aumentar a produtividade.*

 

Esse tipo de agricultura corresponde à monocultura, ou seja, é cultivado um único produto agrícola. Essa produção é feita em grandes extensões de terra e sua produção é voltada para o abastecimento do mercado externo geralmente. Em virtude da intensa mecanização, esse tipo de agricultura possui altos índices de produtividade. Empregam-se máquinas e tecnologias para aumentar o rendimento do cultivo. A agricultura comercial provoca alguns impactos negativos no meio ambiente, como desmatamento, esgotamento dos solos e uso excessivo de fertilizantes e produtos químicos.

Agricultura sustentável

A agricultura sustentável promove o cultivo de produtos visando ao menor impacto ambiental possível.
A agricultura sustentável promove o cultivo de produtos visando ao menor impacto ambiental possível.

Não pare agora... Tem mais depois da publicidade ;)

Esse tipo de agricultura corresponde a produções alternativas para preservar o meio ambiente e gerar um impacto negativo mínimo. Contudo, não deixa de ser um tipo de produção agrícola voltado para a comercialização e obtenção de lucro. A agricultura sustentável desenvolve ações como a diminuição do uso de adubos e fertilizantes, captação e reúso da água e o não uso de pesticidas. Esse tipo de agricultura investe em qualificação da mão de obra. É dividido em algumas correntes:

→ Agricultura orgânica ou biológica

Agricultura orgânica não utiliza agrotóxicos, portanto, produz alimentos com alto nível nutritivo, visando ao bem-estar dos seres vivos. ​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​

https://static.mundoeducacao.uol.com.br/mundoeducacao/conteudo/agricultura-organica.jpeg

Esse tipo de agricultura constitui uma produção que se preocupa com a saúde e bem-estar de quem a consome. Há preocupação com o uso do solo, bem como a sua manutenção. Não utiliza agrotóxicos ou pesticidas, visando a um produto de qualidade e nutritivo. Os recursos hídricos são usados de maneira racional, evitando o desperdício. Assim, não há contaminação do solo ou lençol freático por meio de produtos químicos e também não há esgotamento dos recursos hídricos. O comprometimento com a sustentabilidade é uma das premissas desse tipo de agricultura. A produção geralmente apresenta um valor maior no mercado dada a maior garantia em relação à manutenção da saúde.

→ Agricultura natural

Esse tipo de agricultura caracteriza-se por utilizar tecnologias alternativas para a produção para aproveitar ao máximo os recursos naturais, explorando a potencialidade do solo e o que ele tem a oferecer. É também caracterizado por explorar as condições do ambiente, como insolação, clima, recursos hídricos e relevo. A ideia da agricultura natural é recuperar o solo após a produção, tornando-o novamente produtivo. Isso é feito por meio de ações como o uso de compostos naturais, adubos verdes, controle natural das pragas, entre outras técnicas. O objetivo é obter uma produção racional e duradoura, buscando a harmonia entre os seres vivos e o meio ambiente e que promova o desenvolvimento sustentável.

Permacultura

Permacultura utiliza os recursos naturais de maneira sustentável, pensando no equilíbrio energético entre os seres vivos e o meio ambiente.
Permacultura utiliza os recursos naturais de maneira sustentável, pensando no equilíbrio energético entre os seres vivos e o meio ambiente.

 

Permacultura refere-se à agricultura permanente, termo criado em 1978 por Bill Mollison, cientista e naturalista, que designa uma ciência cujo objetivo é a permanência do ser humano na Terra. Esse tipo de agricultura caracteriza-se por compreender a ecologia, utilizar os recursos naturais de maneira racional e pela prática do desenvolvimento sustentável. Possui três princípios básicos: cuidar da terra, cuidar do futuro e cuidar das pessoas.

A permacultura une as práticas tradicionais agrícolas com ideias novas, estabelecendo uma integração entre homem e meio ambiente de forma equilibrada. As principais práticas da permacultura são: banheiro seco (visa à diminuição do uso de água e tratamento das fezes); horta mandala (produção de alimentos de maneira sustentável) e minhocário (produção de húmus).


____________________
*Crédito de imagem: Alf Ribeiro / Shutterstock ​​​​​​​

A agricultura pode dividir-se em diferentes tipos de produção, que se adequam às características do ambiente.
A agricultura pode dividir-se em diferentes tipos de produção, que se adequam às características do ambiente.

Publicado por: Rafaela Sousa


Atividade:


Quais são as principais características da Agricultura Extensiva?


As respostas podem ser enviadas no meu email: profarthurgeojb@gmail.com

___________________________________________________________________________


Material Tutoria dia 07/07


O Trabalho e a Terra no Brasil

 

O subaproveitamento do espaço rural brasileiro é caracterizado por uma baixa produtividade em relação aos outros países que possui uma agricultura pautada na mecanização. O motivo que faz o Brasil ter uma baixa produtividade está na predominância da prática da agropecuária tradicional.

O Brasil é um país extremamente agrícola, quase a metade do território é ocupada por estabelecimentos rurais. As concentrações e as relações estão divididas em estrutura fundiária, latifúndio, minifúndio, expropriação e êxodo rural.

- Estrutura fundiária: Corresponde à maneira como as terras estão distribuídas no território.

- Latifúndio: São grandes propriedades rurais com aproximadamente 600 hectares.

- Minifúndio: São pequenas propriedade rurais com aproximadamente 3 hectares.

- Expropriação: É quando um pequeno proprietário rural se encontra endividado e é obrigado a vender sua propriedade para pagar dívidas, geralmente os grandes fazendeiros próximos adquirem essas terras.

- Êxodo rural: Corresponde ao deslocamento de trabalhadores rurais que saem do campo com destino aos centros urbanos, isso pode ocorrer por falta de trabalho no campo devido à mecanização ou mesmo para buscar uma vida melhor.

No campo existem as relações de trabalho que são diversificadas, como mão-de-obra familiar, posseiros, parceria, arrendatários, trabalhadores assalariados temporários e o trabalho escravo no campo.

- Mão-de-obra familiar: É a relação de trabalho entre os entes da família exercendo todas as etapas produtivas.

- Posseiros: São trabalhadores rurais que ocupam e/ou cultivam terras devolutas.

- Parceria: É a junção entre dois trabalhadores ou produtores rurais, no qual um possui a propriedade da terra e o outro apenas a força de trabalho, esse vai cultivar a terra e depois dividir uma parte da produção com aquele.

- Arrendatário: É quando um agricultor não possui terra, mas tem recursos financeiros, então arrenda ou aluga a propriedade por um período pré-determinado.

- Trabalhadores assalariados temporários: São trabalhadores rurais que recebem salário, mas que trabalham apenas uma parte do ano, é o que acontece nas colheitas.

- Trabalho escravo no campo: É quando o trabalhador não tem direitos trabalhistas, não recebe salário, pois tudo que é utilizado é cobrado, desde a alimentação até as ferramentas de trabalho, esse fica endividado, fato que o impede de ir embora.
Em pleno século XXI, esse fato se faz real, principalmente em estados como Pará, Mato Grosso e Goiás, esses não são únicos no país.

A reforma agrária é outro problema muito polêmico no país, contudo convém explicitar o significado de tal expressão.
A reforma agrária tem a finalidade de promover a distribuição ou reorganização mais justa da terra.

A questão agrária provoca uma grande tensão no campo.
A fixação do trabalhador rural no campo depende de vários fatores, pois não basta a simples redistribuição de terras para garantir o sucesso da reforma agrária é preciso facilidade na obtenção e pagamentos de créditos financeiros, garantia de preços, condição de transportes, orientação técnica e infra-estrutura.

O trabalho no campo brasileiro
O trabalho no campo brasileiro

Publicado por: Eduardo de Freitas


Atividade:


Porque a reforma agrária no Brasil é vista como uma questão polêmica?


As respostas podem enviar no meu email: profarthurgeojb@gmail.com

______________________________________________________________________________________________________________


Material Tutoria dia 14/07


Espaço urbano e rural

 

Os espaços urbano e rural inserem-se como diferentes expressões materializadas no espaço geográfico, compreendidas por suas distintas dinâmicas econômicas, culturais, técnicas e estruturais. Embora componham meios considerados distintos, suas inter-relações são bastante complexas. Por isso, muitas vezes é difícil separar ou compreender a especificidade de cada um desses conceitos.

 

O conceito de espaço urbano designa a área de elevado adensamento populacional com formação de habitações justapostas entre si, o que chamamos de cidade. Já o conceito de espaço rural refere-se ao conjunto de atividades primárias praticadas em áreas não ocupadas por cidades ou grandes adensamentos populacionais.

No entanto, para além dessa definição simples e introdutória, é interessante perceber que rural e urbano são, além de tudo, tipos diferentes de práticas cotidianas. Assim, podem existir práticas rurais no espaço das cidades ou práticas urbanas no espaço do campo. Por exemplo: um cultivo de hortaliças dentro do espaço de uma cidade (embora isso seja cada vez mais raro nos grandes centros urbanos) é um caso de prática rural no meio urbano. Da mesma forma, a existência de um hotel fazenda ou um resort em uma zona afastada da cidade é um exemplo de prática urbana no meio rural.

 

Uma das principais diferenças entre urbano e rural está, assim, nas práticas socioeconômicas. O espaço rural, como já dissemos, engloba predominantemente atividades vinculadas ao setor primário (extrativismo, agricultura e pecuária), ao passo que o espaço urbano costuma reunir atividades vinculadas ao setor secundário (indústria e produção de energia) e terciário (comércio e serviços).

 

Outra diferença entre urbano e rural está na amplitude dos respectivos conceitos. Em termos de escala, a abrangência espacial do meio rural é muito maior, pois ele reúne tantos as áreas transformadas e cultivadas (espaço agrário) pelo homem quanto o espaço natural, pouco transformado ou mantido totalmente sem intervenções antrópicas. Por outro lado, a cidade, embora possua uma maior dinâmica econômica, apresenta-se em espaços mais circunscritos, mesmo com o crescimento desordenado dos espaços urbanos na maioria dos países periféricos e emergentes.

Em termos de hierarquia econômica, podemos dizer que, originalmente, o campo exercia um papel preponderante sobre as cidades. Afinal, foi o desenvolvimento da agricultura e da pecuária que permitiu a formação das primeiras civilizações e o seu posterior desenvolvimento. No entanto, com o avanço da Revolução Industrial e as transformações técnicas por ela produzidas, o meio rural viu-se cada vez mais subordinado ao urbano, uma vez que as práticas agropecuárias e extrativistas passaram a depender cada vez mais das técnicas, tecnologias e conhecimentos produzidos nas cidades.

Atualmente, o urbano e o rural formam uma relação socioeconômica e até cultural bastante ampla, muitas vezes se apresentando de forma não coesa e profundamente marcada pelo avanço das técnicas e pelas transformações produzidas a partir dessa conjuntura. Nessa relação, o espaço geográfico estrutura-se em toda a sua complexidade e transforma-se em reflexo e condicionante das relações sociais e naturais, denunciando as marcas deixadas pelas práticas humanas no meio em que se estabelecem.

 

PENA, Rodolfo F. Alves. "Espaço urbano e rural"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/geografia/espaco-urbano-rural.htm. Acesso em 14 de julho de 2020.


Atividade: 

Cite as principais diferenças entre os espaços urbanos e rurais no Brasil:

As respostas podem ser enviadas no email: profarthurgeojb@gmail.com

_____________________________________________________________________________________________


Material Tutoria dia 21/07


Técnicas para melhorar o solo

 

Com o objetivo de obter uma melhor produtividade na agricultura e manter o equilíbrio entre a produção de matérias-primas e a preservação da natureza, existem diferentes técnicas para melhorar o solo e que mantêm o seu uso sustentável. Afinal, o seu uso de maneira predatória ou incorreta pode acarretar problemas como a desertificação, a arenização, a intensificação de erosões e outros problemas.

Em geral, é preciso conhecer bem o solo antes de aplicar qualquer medida de melhoria. Todavia, podemos elencar algumas técnicas em um âmbito geral, a saber:

1) Aplicação de adubo orgânico ou de origem mineral em solos que possuem baixo teor de nutrientes. Eles servem para aumentar a fertilidade do terreno e impedir o seu rápido esgotamento.

2) Em solos pobres, também é possível alternar o plantio de um determinado produto com o cultivo de plantas leguminosas, chamadas de “adubos verdes”, como o tremoço, o feijão-de-corda, a leucena e outras. Além de aumentar o nível de nitrogênio no solo, a adubação verde potencializa a produção de húmus.

3) Utilização de técnicas de irrigação que tanto preservem o uso da água quanto evitem a ocorrência da salinização do solo em regiões com alto índice de evaporação.

4) Aplicação de técnicas de correção da acidez em tipos de solo em que há essa necessidade, como aqueles que apresentam um elevado teor de alumínio, a exemplo dos latossolos. A mais conhecida das técnicas de correção é a calagem, que consiste na adição de calcário para adubação.

5) Emprego da técnica de minhocultura, que, como o nome indica, consiste na utilização de minhocas, além de larvas e insetos, para fertilização do terreno e construção de pequenos “túneis” que servem para a passagem de ar.

6) Realização de análise do tipo de solo para utilizar as máquinas agrícolas específicas para cada tipo, de modo a preservar a sua produtividade.

7) Contenção da erosão por meio de diferentes técnicas de cultivo, como a de curvas de nível, o terraceamento ou, até mesmo, cobrir o solo com vegetação para evitar a exposição dele aos agentes intempéricos.

8) Aplicação de técnicas agrícolas específicas, como a rotação de cultura e o afolhamento, utilizado para descansar uma parte do terreno enquanto outras são cultivadas, em uma espécie de revezamento.

A melhoria do solo serve não somente para aumentar a produtividade, mas também para a conservação ambiental
A melhoria do solo serve não somente para aumentar a produtividade, mas também para a conservação ambiental


Publicado por: Rodolfo F. Alves Pena


Atividade:


Qual a técnica utilizada para um bom manejo em solos mais pobres de nutrientes?


A resposta pode ser enviada no email: profarthurgeojb@gmail.com

Comentários

Postar um comentário