Turma 104- Geografia
Olá alunos tudo bem? Espero que sim. Estou postando um texto complementar do PET Geografia. Até mais.Fontes de energia
As fontes de energia são recursos naturais ou artificiais utilizados pela sociedade para produção de algum tipo de energia. A energia, por sua vez, é utilizada para propiciar o deslocamento de veículos, gerar calor ou produzir eletricidade para os mais diversos fins.
As fontes de energia também possuem relação com questões ambientais, pois, dependendo das formas de utilização dos recursos energéticos, graves impactos sobre a natureza podem ser ocasionados.
Conforme a capacidade natural de reposição de recursos, as fontes de energia podem ser classificadas em renováveis e não renováveis.
Fontes renováveis de energia
As fontes renováveis de energia, como o próprio nome indica, são aquelas que possuem a capacidade de serem repostas naturalmente, o que não significa que todas elas sejam inesgotáveis. Algumas delas, como o vento e a luz solar, são permanentes, mas outras, como a água, podem acabar, dependendo da forma como são usadas pelo ser humano. Vale lembrar que nem toda fonte renovável de energia é limpa, ou seja, está livre da emissão de poluentes ou de impactos ambientais em larga escala.
→ Energia eólica
O vento é um recurso energético renovável e, portanto, inesgotável. Em algumas regiões do planeta, sua frequência e intensidade são suficientes para geração de eletricidade por meio de equipamentos específicos para essa função. Basicamente, os ventos ativam as turbinas dos aerogeradores, fazendo com que os geradores convertam a energia mecânica produzida em energia elétrica.
Atualmente, a energia eólica não é tão difundida no mundo em razão do alto custo de seus equipamentos. Todavia, alguns países, como Estados Unidos, China e Alemanha, já vêm adotando esse recurso substancialmente. As principais vantagens dessa fonte de energia são a não emissão de poluentes na atmosfera e os baixos impactos ambientais.
→ Energia solar
A energia solar é o aproveitamento da luz do sol para gerar eletricidade e aquecer a água para uso. É também uma fonte inesgotável de energia, haja vista que o Sol – ao menos na sua configuração atual – existirá por bilhões de anos.
Há duas formas de aproveitamento da energia solar: a fotovoltaica e a térmica. Na primeira forma, são utilizadas células específicas que empregam o “efeito fotoelétrico” para produzir eletricidade. A segunda forma, por sua vez, utiliza o aquecimento da água tanto para uso direto quanto para geração de vapor, que atuará em processos de ativação de geradores de energia. É importante lembrar que podem ser utilizados também outros tipos de líquidos.
Em razão dos elevados custos, a energia solar ainda não é muito utilizada. Todavia, seu aproveitamento vem crescendo gradativamente, tanto com a instalação de placas em residências, indústrias e grandes empreendimentos quanto com a construção de usinas solares especificamente voltadas para a geração de energia elétrica.
→ Energia hidrelétrica
A energia hidrelétrica corresponde ao aproveitamento da água dos rios para movimentação das turbinas de eletricidade. No Brasil, essa é a principal fonte de energia elétrica, ao lado das termoelétricas, haja vista o grande potencial que o país possui em termos de disponibilidade de rios propícios para a geração de hidreletricidade.
Nas usinas hidrelétricas, constroem-se barragens no leito do rio para represamento da água que será utilizada no processo de geração de eletricidade. Nesse caso, o mais aconselhável é que as barragens sejam construídas em rios que apresentem desníveis em seus terrenos a fim de diminuir a superfície inundada. Por isso, é mais recomendável a instalação dessas usinas em rios de planalto, embora também seja possível instalá-las em rios de planícies, porém com impactos ambientais maiores.
→ Biomassa
A utilização da biomassa consiste na queima de substâncias de origem orgânica para produção de energia. Ocorre por meio da combustão de materiais como lenha, bagaço de cana e outros resíduos agrícolas, restos florestais e até excrementos de animais. É considerada uma fonte de energia renovável, porque o dióxido de carbono produzido durante a queima é utilizado pela própria vegetação na realização da fotossíntese. Isso significa que, desde que seja controlado, seu uso é sustentável por não alterar a macrocomposição da atmosfera terrestre.
Os biocombustíveis, de certa forma, são considerados um tipo de biomassa, pois também são produzidos a partir de vegetais de origem orgânica para geração de combustíveis. O exemplo mais conhecido é o etanol produzido da cana-de-açúcar, mas podem existir outros compostos advindos de vegetais distintos, como a mamona, o milho e muitos outros.
→ Energia das marés (maremotriz)
A energia das marés – ou maremotriz – é o aproveitamento da subida e da descida das marés para produção de energia elétrica. Funciona de forma relativamente semelhante a de uma barragem comum. Além das barragens, são construídas eclusas e diques que permitem a entrada e a saída de água durante as cheias e as baixas das marés, propiciando a movimentação das turbinas.
Fontes não renováveis de energia
As fontes não renováveis de energia são aquelas que poderão esgotar-se em um futuro relativamente próximo. Alguns recursos energéticos, como o petróleo, possuem seu esgotamento estimado para algumas poucas décadas, o que eleva o caráter estratégico desses elementos.
→ Combustíveis fósseis
A queima de combustíveis fósseis pode ser empregada tanto para o deslocamento de veículos quanto para a produção de eletricidade em estações termoelétricas. Os três tipos principais são petróleo, carvão mineral e gás natural, mas existem muitos outros, como a nafta e o xisto betuminoso.
Os combustíveis fósseis são as fontes de energia mais importantes e disputadas pela humanidade no momento. Segundo a Agência Internacional de Energia, cerca de 81,63% de toda a matriz energética global advém dos três principais combustíveis fósseis citados acima. Essas fontes representam 56,8% da matriz energética brasileira. Assim, muitos países dependem da exportação desses produtos, enquanto outros tomam medidas geopolíticas para consegui-los.
Outra questão bastante discutida a respeito dos combustíveis fósseis refere-se aos altos índices de poluição gerados por sua queima. Muitos estudiosos apontam que eles são os principais responsáveis pela intensificação do efeito estufa e pelo agravamento dos problemas vinculados ao aquecimento global.
→ Energia nuclear (atômica)
Na energia nuclear – também chamada de energia atômica –, a produção de eletricidade ocorre por intermédio do aquecimento da água, que se transforma em vapor e ativa os geradores. Nas usinas nucleares, o calor é gerado em reatores a partir da fissão nuclear do urânio-235, um material altamente radioativo.
Embora as usinas nucleares sejam menos poluentes do que outras estações semelhantes, como as termoelétricas, são alvo de muitas polêmicas, pois o vazamento do lixo nuclear produzido e a ocorrência de acidentes podem gerar graves impactos e muitas mortes. No entanto, com a emergência da questão sobre o aquecimento global, seu uso vem sendo reconsiderado por muitos países.
Cada tipo de energia apresenta suas vantagens e desvantagens. No momento, não há nenhuma fonte que se apresente absolutamente mais viável que as demais. Algumas são baratas e abundantes, mas geram graves impactos ambientais; outras são limpas e sustentáveis, mas inviáveis financeiramente. O mais aconselhável é que exista, nos diferentes territórios, uma diversidade nas matrizes energéticas para que se atenuem os problemas. No entanto, isso não acontece no Brasil e em boa parte dos demais países.
Fontes de energia no Brasil
Cerca de 42% da produção da matriz energética brasileira é proveniente de fontes renováveis de energia, como uso de biomassa, etanol, recursos hídricos, energia solar e energia eólica. Sendo assim, a matriz energética brasileira é mais renovável que a matriz mundial, que se baseia, principalmente, no uso de combustíveis fósseis para produção de energia. Dessa forma, pode-se dizer que, se comparado aos outros países, o Brasil emite menos gases de efeito estufa.
Existem, hoje, no Brasil, 536 usinas eólicas, nas quais funcionam cerca de 6,6 mil cataventos, número que coloca o Brasil como líder na América Latina nesse tipo de produção de energia. Contudo, a principal fonte de energia do Brasil ainda é proveniente das usinas hidrelétricas, que representam, aproximadamente, 64% do potencial elétrico do país. A produção de energia proveniente do uso de biomassa corresponde a cerca de 9,2% da matriz energética brasileira, já a eólica representa em torno de 8,5% da matriz.
Fonte: Brasil Escola
Vantagens das energias renováveis para o meio ambiente
O que é a energia renovável?
As fontes renováveis de energia são aquelas consideradas inesgotáveis. Elas recebem este nome uma vez que podem se renovar a todo o momento. Elas são encontradas na natureza em grande quantidade ou ainda possuem alta capacidade de se regenerarem por maneiras naturais.
Existem vários exemplos de energias renováveis. As principais e mais conhecidas são:
Energia eólica
Tem origem por meio da força dos ventos que são capazes de movimentar as pás de cata-ventos, que estão ligados aos seus geradores. A vantagem para este tipo de energia é que existe um baixíssimo impacto ambiental e também a geração de poucos resíduos.
Energia Solar
Outra energia muito conhecida e também bastante utilizada é sem dúvida a solar. Ela é adquirida por meio de painéis fotovoltaicos que são capazes de transformar a luz solar em energia. Possui um baixo custo de manutenção dos seus equipamentos e, assim como a eólica, também um baixo impacto para o meio ambiente.
Energia Hidráulica
A energia hidráulica tem origem na água que gira as turbinas das usinas hidrelétricas, o que gera a devida energia. Para adquirir este tipo de energia não ocorre poluição da água, além de garantir uma baixa emissão de gases que causam o efeito estufa.
Conheça as vantagens da energia renovável para a natureza
As energias renováveis representam verdadeiros benefícios para a natureza, já que contam muitas vezes com baixos custos, e, além disso, não necessitam de processos artificiais que resultam em prejuízo para o meio ambiente. Portanto, podemos destacar diversas vantagens para a natureza, como:
Podem ser consideradas inesgotáveis para a escala humana quando comparado aos combustíveis fósseis;
O impacto ambiental é bem menor do que o provocado por meio das fontes de energia com origem nos combustíveis fósseis, como o carvão, petróleo e gás. Isso porque elas não produzem dióxido de carbono ou outros gases com “efeito de estufa”;
Oferecem menos riscos do que a energia nuclear;
Permitem a criação de novos postos de emprego com investimentos em zonas menos favorecidas;
Com elas é possível reduzir as emissões de CO2, melhorado assim a qualidade de vida com um ar mais limpo;
Reduzem a dependência energética da nossa sociedade face aos combustíveis fósseis.
Fonte: Portal iPED
Atividade:
Cite as principais vantagens do uso das energias renováveis pelos países:
Podem mandar as respostas para o meu email: profarthurgeojb@gmail.com ou no seu google classroom.
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Material Tutoria dia 23/06
O que é
Biocombustível?
Os Biocombustíveis são
fontes de energia consideradas alternativas, por serem de caráter renovável e
apresentarem baixos índices de emissão de poluentes para a atmosfera. Em geral,
essas fontes de energia costumam ser produzidas a partir de produtos agrícolas
ou vegetais, como a cana-de-açúcar, o milho, a mamona, entre outras
matérias-primas.
Os principais tipos de biocombustíveis atualmente utilizados são o
etanol e o biodiesel. Costumam ser utilizados tanto para a locomoção de
veículos quanto para a geração de energia (através de geradores, por exemplo).
Etanol
Pesquisas
relacionadas ao uso de Álcool (etanol) ocorrem desde meados do século XX, no
entanto a sua produção iniciou-se de maneira decisiva a partir da década de
1970, com a chamada Crise
do Petróleo. Com isso, o mundo passou a buscar por outras
fontes de energia que fizessem uma alternativa à extrema dependência dos
combustíveis fósseis.
No Brasil, durante esse período, foi elaborado o Programa Nacional
do Álcool (Proálcool) para reduzir os prejuízos econômicos causados pelo alto
preço do barril de Petróleo no mercado internacional. Apesar do relativo
sucesso, o novo combustível sofria críticas sobre a baixa eficiência, sobretudo
dos automóveis, na utilização dos produtos. Além disso, a tecnologia automotiva
existente na época não era capaz de lidar com o etanol sem causar danos
corrosivos aos motores, carburadores e demais peças dos veículos que o
utilizavam.
A partir do
início da década de 2000, os projetos de pesquisa sobre a produção de etanol
foram novamente intensificados. Os avanços tecnológicos que permitiram a
criação dos motores flex, que
aceitavam tanto o álcool quanto gasolina, contribuíram para a consolidação da
produção do álcool no país. Assim, o consumo de etanol, pela primeira vez,
ultrapassou o de petróleo e tornou o Brasil um dos líderes mundiais de produção
e exportação do produto.
A fabricação desse combustível acontece, principalmente, a partir
da cana-de-açúcar. Tal escolha deve-se, principalmente, à viabilidade do seu
plantio, além de atender a interesses econômicos dos grandes produtores
nacionais. Apesar disso, o Brasil também é um dos líderes em pesquisas de
fontes alternativas de produção de álcool como forma de combustível.
Biodiesel
Enquanto o etanol é utilizado para veículos e equipamentos de
motores leves, o Biodiesel é um biocombustível utilizado para caminhões e
ônibus. Sua produção e consumo no Brasil avançaram com a criação do Plano
Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB), no ano de 2004. Além do Brasil,
outras potências mundiais na produção dessa fonte de energia são: Alemanha e
Estados Unidos, seguidos por Argentina, França, Japão e alguns outros países.
A sua fabricação ocorre a partir da transformação de óleos
vegetais e gorduras, sendo considerado, assim, uma fonte de energia renovável e
com baixos índices de poluição.
Assim como o etanol visa à
substituição da gasolina, o biodiesel é utilizado para substituir o diesel
comum que é produzido a partir do petróleo. Com isso, o biodiesel foi
incorporado ao diesel a partir de 2004, até que, em 2008, tornou-se obrigatória
a sua inclusão ao diesel na proporção de 2%, que passou para 5% a partir de
2010.
Críticas aos
biocombustíveis
Apesar de serem
adotados, principalmente, para resolver questões de caráter econômico, os
biocombustíveis também são considerados importantes alternativas ecológicas
para combater a emissão dos gases responsáveis pelo efeito estufa,
principalmente o CO2. No caso do etanol, por exemplo, as
estimativas apontam que todo o Dióxido de Carbono produzido em sua queima é
absorvido durante a produção de suas matérias-primas, o que contribuiria para a
redução dos efeitos negativos dessa substância na atmosfera.
No entanto, existem aqueles que advogam a ideia de que os
biocombustíveis não sejam uma fonte de energia tão limpa como muitos imaginam.
Em primeiro
lugar, cientistas apontam que, apesar de conter a emissão de CO2 na
atmosfera, os biocombustíveis estariam relacionados com a emissão de outros
tipos de gases poluentes, como dióxido de enxofre (SO2), Nitrogênio (N2),
Fósforo (P4), entre outros. A consequência seria a ocorrência de alguns danos
ambientais, com destaque para o aumento das chuvas ácidas.
Outra crítica comumente direcionada aos biocombustíveis refere-se
à produção de suas matérias-primas. A exemplo do que acontece no Brasil,
grandes áreas de cultivo são destinadas para a produção de cana-de-açúcar, o
que pode trazer danos ambientais e econômicos. No que tange aos problemas
ambientais, há o desmatamento de grandes faixas florestais para a agricultura
dessa matéria-prima. Já no plano econômico, muitos produtores direcionam o
cultivo para atender a produção do etanol e deixam de cultivar outros produtos,
encarecendo-os.
Além disso, os críticos afirmam que a produção de cana-de-açúcar
no país é geralmente realizada por grandes latifundiários, o que contribui para
o aumento do processo de concentração fundiária.

Latifúndio destinado à produção de cana-de-açúcar
Com isso, podemos observar que
existem prós e contras no que se refere à utilização dos biocombustíveis tanto
no Brasil como no Mundo. No entanto, parece ser consenso entre
as partes de que é necessário reduzir a dependência sobre a
produção de petróleo em nível internacional, tanto por critérios econômicos
quanto por critérios ecológicos.

Os biocombustíveis
apresentam-se como a grande alternativa energética da atualidade
PENA,
Rodolfo F. Alves. "O que é Biocombustível?"; Brasil
Escola. Disponível em:
https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/geografia/o-que-e-biocombustivel.htm.
Acesso em 23 de junho de 2020.
Atividade:
O que se caracteriza como bicombustível? Como pode ser obtido o biocombustível? Quais são as principais matérias primas para a produção do biocombustível?
As respostas podem encaminhar no google classroom ou no meu email: profarthurgeojb@gmail.com
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Vegetação no
Brasil
O espaço
geográfico brasileiro abrange seis tipos de cobertura vegetal: Floresta
Amazônia, Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga, Pantanal e Pampa. Apesar de
essas vegetações sofrerem com o processo de desmatamento desde o período da colonização,
elas ainda recobrem uma considerável parte do território nacional. A seguir, as
principais características de cada uma delas:
Floresta
Amazônica
Também
chamada de Floresta Latifoliada Equatorial, é a maior e mais extensa
forma de vegetação no Brasil, ocupando também vários outros países da América
do Sul. Sua área aproximada, atualmente, corresponde a mais de seis milhões de
km², sendo que quatro milhões deles encontram-se no Brasil. Ocupa quase a
metade do território brasileiro, apesar de 20% de sua área já ter sido
devastada.
Caracteriza-se por ser uma floresta
do tipo heterogênea, ou seja, com uma acentuada variedade de espécies vegetais.
É do tipo perene (as árvores não perdem as suas folhas em um determinado
período do ano), higrófita (com fácil adaptação à umidade) e latifoliada (as
folhas costumam ser grandes e largas).
Mata
Atlântica
Também
chamada de Floresta Latifoliada Tropical, ocupa cerca de 13% do
território nacional, sendo menor apenas que a Floresta Amazônica e o Cerrado. É
o tipo de cobertura vegetal mais devastado, apresentando atualmente apenas 14%
de sua área original. Localiza-se ao longo de todo o litoral brasileiro,
estendendo-se da região Nordeste do país. Em alguns de seus trechos,
encontram-se os maiores índices de biodiversidade do planeta, ou seja,
apresenta uma grande quantidade de espécies de animais e vegetais por m².
Cerrado
É uma
formação florestal do tipo Savana, sendo
considerado por muitos autores como o mais complexo tipo de savana do mundo. É
o segundo maior domínio florestal brasileiro, ocupando mais de 24% da área do
país. Assim como a Mata Atlântica, o Cerrado também foi bastante devastado,
tendo quase 80% de sua biomassa destruída pela ação do homem.
Em virtude
do fato de a baixa umidade ser predominante durante a maior parte do ano, bem
como por apresentar um solo pobre em nutrientes, o Cerrado apresenta árvores
esparsas, não muito altas e de tronco retorcido para evitar a perda de água.
Existem também os chamados Cerradões, em que a
formação florestal é mais densa.
Por apresentar um solo muito ácido,
seu território pouco favoreceu a agricultura até os anos 1970, quando se
descobriu que, acrescendo Calcário ao solo, essa acidez era corrigida. Tal
descoberta contribuiu para um avanço da agricultura no país, porém também foi
responsável pela intensificação de processo de devastação dessa composição
florestal.
Caatinga
Localizada quase totalmente na região
Nordeste do Brasil, a Caatinga é o único bioma 100% situado em território
nacional, ocupando cerca 10% da área do Brasil. Apesar de ser aparentemente
pobre em diversidade, é a mata de clima semiárido mais rica em fauna e flora do
mundo, o que justifica a necessidade de sua preservação.
A sua vegetação caracteriza-se por ser
do tipo xerófila (que se adapta facilmente à aridez). Sua composição muda
conforme variam as condições climáticas. Durante os períodos de estiagem, perde
suas folhas e fica praticamente seca. No entanto, durante o período de chuvas,
rapidamente se transforma, tornando-se uma vegetação verde recoberta de folhas.
Pantanal
O complexo do Pantanal ocupa parte da
região Centro-oeste do país, estendendo-se por outros países, como Paraguai e
Argentina. Ocupa cerca de 2% do território brasileiro, caracterizando-se,
principalmente, por ser a formação florestal mais heterogênea do país e por ser
considerada a maior planície inundável do mundo.
As condições de vida animal nesse
ambiente são determinadas pela dinâmica dos fluxos de água. Durante a época das
chuvas (a maior parte do ano), os leitos dos rios costumam transbordar, em
virtude da baixa declividade do terreno; nesse período, as espécies terrestres
migram buscando refúgio e os animais aquáticos se reproduzem. Durante a época
das secas, o nível das águas novamente diminui e deixa o solo rico em
nutrientes, favorecendo o retorno das espécies de animais e facilitando a
reprodução das aves.
Por ser uma zona de transição entre a
Floresta Amazônica, a Mata Atlântica e o Cerrado, apresenta uma elevada
biodiversidade, chegando a registrar um dos maiores índices de concentração de
animais em todo o mundo.
Pampa
Também chamado de Campos Sulinos e Campanha Gaúcha,
é uma vegetação de campo, formada por plantas herbáceas (predominantemente
rasteiras). Ocupa cerca de 2% do território nacional na região Sul do país e se
estende ao Uruguai.

O Brasil apresenta uma rica diversidade
quanto aos seus tipos de vegetação.
PENA,
Rodolfo F. Alves. "Vegetação no Brasil"; Brasil Escola.
Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/brasil/vegetacao-brasil.htm.
Acesso em 23 de junho de 2020.
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Cerrado
O Cerrado é o segundo maior bioma da América do Sul e o segundo maior bioma do Brasil, compreendendo cerca de 22% do território brasileiro. Caracteriza-se por ser uma região de savana, estendendo-se por cerca de 200 milhões de quilômetros quadrados. Possui uma formação vegetal de grande biodiversidade e grande potencial aquífero, no entanto, é considerado atualmente o segundo bioma do Brasil mais ameaçado.
Características do Cerrado
→ Localização

O bioma Cerrado localiza-se no Brasil Central, compreendendo dez estados brasileiros. (Fonte: IBGE)
O Cerrado é um bioma localizado no nordeste do Paraguai, leste da Bolívia e em grande parte do Brasil Central, constituindo cerca de 22% do território brasileiro. No Brasil, a sua área compreende os estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Minas Gerais, Bahia, Maranhão, Piauí, Rondônia, Paraná, São Paulo e Distrito Federal e alguns encraves (terreno ou território dentro do outro) no Amapá, Amazonas e Roraima. Estima-se que a área abrangida pelo Cerrado no Brasil, segundo o IBGE, alcance 2.036.448 km2 de extensão.
O bioma Cerrado limita-se ao norte com o bioma Amazônia; a leste e nordeste, com a Caatinga; ao sudoeste, com o Pantanal; e a sudeste, com a Mata Atlântica. Isso confere ao bioma Cerrado uma característica única: é o único bioma na América do Sul a ter tantos contatos biogeográficos. A região compreendida por essa formação vegetal apresenta altitudes que variam de 0 a 1800 metros. Essa área abrange diferentes bacias hidrográficas, como a Bacia do Amazonas, Bacia do Tocantins, Bacia do Paraná, Bacia do São Francisco e Bacia do Parnaíba.
→ Vegetação e flora do Cerrado
A vegetação do Cerrado é caracterizada por árvores com troncos tortuosos, arbustos e gramíneas.
O Cerrado é reconhecido como a savana com maior biodiversidade do mundo, abrigando cerca de 11.627 espécies de plantas nativas, sendo, aproximadamente, 4.400 espécies endêmicas (existentes apenas nesse bioma). Em razão da sua extensão, o bioma Cerrado não possui uma fitofisionomia (aspecto da vegetação de uma região) única. A vegetação é bastante diversificada, variando de formas campestres, como os campos limpos, a formações florestais densas, como os cerradões. Os fatores que possibilitam essa variedade de fisionomias está relacionado com os tipos de solo, tipos de clima e tipos de relevo nas regiões que abrigam o Cerrado.
No Cerrado, há onze principais tipos de vegetação, que estão distribuídos em formações savânicas, florestais e campestres. Essas fitofisionomias possuem uma grande variedade de espécies, apresentando plantas arbóreas, herbáceas, arbustivas e cipós. Essa variedade de vegetação pode ser distribuída em dois estratos:
· estrato lenhoso: composto por árvores longas e arbustos;
· estrato herbáceo: composto por ervas e subarbustos.
Esses estratos possuem características diferentes, o que os torna competitivos, pois dependem de condições específicas para se desenvolverem, ou seja, o que beneficia um dos estratos acaba por prejudicar o outro. A formação herbácea, por exemplo, caracteriza-se pela ausência de sombra. Portanto, se ocorrer o adensamento da formação lenhosa, a formação herbácea enfrentará problemas para se desenvolver, pois o sombreamento não favorece o seu crescimento.
Em virtude da diversificação vegetal desse bioma, há árvores que alcançam até 20 metros de altura e também cactos e orquídeas (estes são encontrados em áreas de chapadões). Essa diversidade garante ao Cerrado algumas tonalidades em sua paisagem. As principais cores encontrados nesse bioma são verde, amarelo e tons amarronzados em razão do descoramento da vegetação ocasionado pela forte incidência do sol.
→ Clima do Cerrado
O bioma Cerrado é constituído predominantemente pelo clima tropical sazonal, caracterizado por invernos secos e verões chuvosos, apresentando precipitação média de 1.500 mm. Essa precipitação varia nos limites com outros biomas. Na região do Cerrado limitante com a Caatinga, por exemplo, o índice pluviométrico encontra-se entre 600 mm a 800 mm. Já no limite com o bioma Amazônia, a precipitação alcança entre 2.000 mm a 2.200 mm.
A estação definida pelo período de seca geralmente se inicia no mês de maio, finalizando-se no mês de setembro. A estação chuvosa tem início em outubro, estendendo-se até o mês de abril. Nessa estação, é comum acontecer os chamados veranicos, que são curtos períodos de seca. A temperatura média anual fica em torno de 22º C, variando as médias ao longo das estações do ano. Nos períodos de seca, a umidade do ar pode chegar a 15%, geralmente nos meses de julho e agosto. A insolação é bastante intensa e reduz-se nos períodos chuvosos em razão da alta nebulosidade.
→ Fauna do Cerrado

O tamanduá-bandeira é uma espécie animal comum no Cerrado.
O Cerrado conta com uma grande variedade de espécies animais, destacando-se o grupo de insetos. Apesar da grande variedade, a fauna do Cerrado é pouco conhecida, especialmente o grupo dos invertebrados. A fauna apresenta cerca de 837 espécies de aves, das quais 29 são endêmicas; 185 espécies de répteis, das quais 24 são endêmicas; 194 espécies de mamíferos, sendo 19 delas endêmicas; e 150 anfíbios, sendo 45 endêmicos. Alguns estudos indicam que há cerca de 14.425 espécies de invertebrados.
→ Solo do Cerrado
Os solos do bioma Cerrado caracterizam-se pela sua profundidade, drenagem e por serem antigos, datados no Período Terciário. Os solos, geralmente, possuem cor avermelhada, são porosos e permeáveis, portanto, sofrem intensos processos de lixiviação (lavagem da camada superficial do solo pelo escoamento de águas superficiais). Contudo, há regiões do Cerrado em que os solos apresentam formações de couraças, que acabam por dificultar a entrada de água das chuvas, impedindo que nessas áreas formem-se vegetações exuberantes e haja o desenvolvimento da agricultura.
A textura dos solos desse bioma é diversificada, com predomínio de areia, seguida por argila e silte. Pode-se dizer então que os solos são predominantemente arenosos ou argilosos, o que resulta na baixa capacidade de reter água. No que tange às características químicas, os solos do Cerrado apresentam bastante acidez, com pH que varia entre 4 e 5 (pH neutro é 7). A acidez conferida a esses solos deve-se ao fato de apresentarem em sua composição altos níveis de alumínio.
Nesse bioma, predominam os latossolos, caracterizados por excessiva acidez, e os podzólicos, que podem ser chamados também de argissolos. Os latossolos apresentam coloração avermelhada e são pobres em nutrientes. Já os podzólicos apresentam coloração mais escura, com tonalidades vermelhas, e são bastante suscetíveis a processos erosivos. A falta de nutrientes em alguns solos desse bioma dificultava o desenvolvimento da agricultura. Isso foi corrigido com técnicas como a calagem, capaz de corrigir a acidez do solo.
Principais produtos agrícolas cultivados no Cerrado:
» Soja;
» Cana-de-açúcar;
» Milho;
» Algodão.
Importância do Cerrado
O Cerrado é um bioma que, em razão da sua grande biodiversidade, deve ser conservado. Estudos apresentam que cerca de 200 espécies nativas desse bioma possuem, além de potencial econômico, potencial medicinal. Algumas espécies de plantas já foram patenteadas por indústrias farmacêuticas. São exemplos de espécies do Cerrado com potencial medicinal de acordo com o Ministério do Meio Ambiente:
· barbatimão: é uma árvore do Cerrado cuja casca, folhas e raízes podem ser usadas como cicatrizante de feridas, úlceras e sangramentos;
· pacari: é uma árvore do Cerrado cujas folhas e entrecascas podem ser utilizadas para cicatrização, tratamento de úlceras e gastrites;
· rufão: é uma planta do Cerrado que cresce entre moitas cujas raízes podem ser utilizadas para fazer chás ou garrafadas. A raiz do rufão é usada para tratar anemias e inflamaçõees no estômago e intestino.
Outra relevância desse bioma é que ele compreende uma área habitada há centenas de anos, principalmente populações indígenas. É do próprio bioma que esses povos conseguem o seu sustento, extraindo dele recursos naturais, portanto é necessário que esse bioma seja preservado para que essas comunidades consigam manter a sua sobrevivência. As principais comunidades indígenas existentes no Cerrado são Karajás, Avá-Canoeiros e Xerentes.
Devastação do Cerrado
A perda da biodiversidade no bioma Cerrado já é uma realidade. Bastaram apenas cinco décadas para se reduzir o tamanho original desse bioma para 41% do total original segundo o Ministério do Meio Ambiente. As principais atividades que comprometem a conservação desse bioma estão relacionadas com o extrativismo e a expansão agrícola. Expandir a atividade agrícola requer desmatar áreas, o que vem acontecendo com frequência na região abrangida pelo Cerrado.
A pecuária também tem provocado inúmeros impactos no bioma, pois o desmatamento para criação de áreas de pastagem é intenso. Essas atividades, além de descaracterizar o bioma no sentido paisagístico, alteram também a manutenção da biodiversidade, visto que muitos animais perdem seu habitat, correndo o risco de entrar em extinção, assim como espécias endêmicas de plantas.
É válido lembrar que o Cerrado abrange uma grande área de bacias hidrográficas, possuindo um potencial aquífero imenso, representando 8% da disponibilidade de água em nível nacional. Quando as áreas são desmatadas para viabilizar atividades como a agropecuária, além de degradar a natureza, propicia também o assoreamento das áreas das bacias e pode provocar contaminação das águas por causa do uso de agrotóxicos nas produções agrícolas.
Resumo
O Cerrado é considerado o segundo maior bioma da América do Sul e o segundo maior bioma do Brasil. É conhecido como savana brasileira e possui uma grande biodiversidade. Sua vegetação possui características predominantes, como árvores de tronco grosso e tortuoso, além de gramíneas e arbustos. O clima do Cerrado é tropical sazonal, apresentando duas estações definidas: uma seca e outra chuvosa. Os solos desse bioma são geralmente pobres em nutrientes, apresentam coloração avermelhada e alta porosidade. A fauna do Cerrado, apesar de pouco conhecida, é bastante diversa, contando com espécies como onça-pintada e tamanduá-bandeira. Infelizmente, o Cerrado é uma formação vegetal que vem sendo bastante devastada, principalmente pela expansão de atividades agropecuárias, o que tem causado inúmeras perdas de biodiversidade.
SOUSA, Rafaela. "Cerrado"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/brasil/cerrado.htm. Acesso em 07 de julho de 2020.
O que é bacia hidrográfica?
Bacia Hidrográfica é a área ou região de drenagem de um rio principal e seus afluentes. É a porção do espaço em que as águas das chuvas, das montanhas, subterrâneas ou de outros rios escoam em direção a um determinado curso d’água, abastecendo-o.
É importante, portanto, ter consciência de que, ao andarmos pelas ruas ou em uma mata, por exemplo, estamos andando necessariamente sobre a área de uma bacia hidrográfica, pois as águas que eventualmente escoam nesses locais tendem a se direcionar para um rio.

Esquema representativo da área de uma bacia hidrográfica
O que separa uma bacia hidrográfica de outra são os divisores de água. Eles são como uma espécie de fronteira em que, de um lado, escoa a água em direção a um rio e, de outro, escoa a água em direção a outro rio.
Em razão da força da gravidade, as águas correm sempre do ponto mais alto da superfície em direção aos pontos com menores altitudes. Assim, podemos dizer que as localidades mais elevadas são os divisores de água e os pontos menos elevados costumam abrigar o leito dos rios.
As bacias hidrográficas podem ser classificadas conforme a sua grandeza. Isso porque todo o rio possui a sua bacia, mas alguns deles desaguam em outros rios, formando uma bacia hidrográfica maior, ou seja, as bacias de maior grandeza englobam as áreas de outras bacias menores. Veja o esquema abaixo, nele temos a situação de uma bacia hidrográfica hipotética, formada por um rio principal e seus afluentes.

Representação gráfica de uma rede hidrográfica hipotética
Podemos notar, no esquema acima, que a bacia número três – de terceira grandeza – é envolvida pela bacia de segunda grandeza que, por sua vez, é parte da bacia maior de primeira grandeza. Assim, temos a formação de uma rede hidrográfica.
Como a bacia hidrográfica costuma coletar toda água superficial ou subterrânea de suas águas em direção ao leito de um curso d’água, não é difícil imaginar que o índice de poluição de sua área inevitavelmente irá afetar o rio em questão. Sendo assim, podemos perceber que o bom uso e a conservação dos nossos recursos hídricos estão diretamente relacionados à conservação dos solos e das áreas subterrâneas.
PENA, Rodolfo F. Alves. "O que é bacia hidrográfica?"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/geografia/o-que-e-bacia-hidrografica.htm. Acesso em 13 de julho de 2020.
O que é uma Bacia Hidrográfica?
Agenda 21
A Agenda 21
é um dos reflexos da Conferência Eco-92 (Conferência das Nações Unidas para
Meio Ambiente e o Desenvolvimento) que aconteceu em 1992, na cidade do Rio de Janeiro, Brasil. A finalidade de tal evento era discutir ações que pudessem aliar
desenvolvimento socioeconômico e preservação ambiental.
Cabe a cada país a responsabilidade de elaboração de sua Agenda 21. A mesma consiste em um documento pelo qual cada país deve ter o compromisso acerca dos problemas socioambientais existentes no mundo; partindo das problemáticas particulares ou regionais até as gerais ou globais.
A Agenda 21 tem como objetivo elucidar acerca de uma nova perspectiva de
desenvolvimento, disponibilizando uma inédita concepção para a sociedade
industrial; além de estabelecer um conceito inovador em relação ao modelo de
desenvolvimento instaurado atualmente. O documento prevê também que o
desenvolvimento socioeconômico dos países deve estar firmado na qualidade, e
não somente na quantidade, ou seja, considerando a preservação humana e da
natureza.
O que se busca a partir da Agenda 21 é a implantação global de um modelo de
desenvolvimento sustentável, tentando aliar preservação ambiental, questões
sociais e crescimento econômico. A conciliação desses itens não é tarefa fácil,
especialmente nas sociedades capitalistas que visam apenas o lucro.
Diante do significado e dos objetivos propostos pela Agenda 21, nota-se que sua
implantação efetiva parece estar distante, tendo em vista que os resultados
ainda são modestos ou imperceptíveis.
FREITAS, Eduardo de. "Agenda 21 "; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/geografia/agenda-21.htm. Acesso em 20 de julho de 2020
TELMA PERPTUA SILVA
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